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Guia completo de Israel para cristaos: comida, cultura e tudo alem dos lugares biblicos

Yael 21 min de leitura
Bancas coloridas de especiarias no Mercado Mahane Yehuda em Jerusalem

Israel e duas coisas ao mesmo tempo: um dos lugares mais importantes da historia do cristianismo, e um pais vivo, barulhento e generoso, com uma das melhores comidas do Oriente Medio. A maioria das caravanas cobre bem a primeira parte. Este guia e sobre a segunda.

Caminhar a Via Dolorosa e o motivo da viagem. Se voce quiser se aprofundar na preparacao espiritual para a Terra Santa, tem um guia completo so para isso. Este aqui e sobre todo o resto: as doze refeicoes que voce vai fazer sem nenhuma relacao com a Biblia, e os bairros, mercados e restaurantes que a maioria dos roteiros nem menciona. Essas informacoes e o que transforma esses momentos em algo rico, em vez de confuso.

A cultura alimentar israelense

A comida israelense nao e uma culinaria so. E o resultado de comunidades judaicas que chegaram do Leste Europeu, do Iemen, do Marrocos, do Iraque, do Ira, da Etiopia e de outros lugares ao longo do ultimo seculo, cada uma trazendo sua tradicao de cozinha, todas elas se encontrando nos mesmos mercados e se misturando. A culinaria arabe, que ja existia antes do Estado de Israel, adiciona mais uma camada profunda. O que voce come no cafe da manha de um hotel em Jerusalem nao tem nada a ver com o que voce come num restaurante de peixe em Tel Aviv, que por sua vez nao tem nada a ver com o que voce encontra numa churrasqueira drusa a beira da estrada na Galileia. O fio condutor e: muito produto fresco, bom azeite e a convicao de que a comida vale uma pausa.

Vale saber a estrutura das refeicoes. O cafe da manha em Israel e serio, nada a ver com um lancinho rapido: pepinos, tomates, azeitonas, labane (um iogurte espesso e cremoso), ovos cozidos, pao e varias saladas. E o cafe da manha que os israelenses comem em casa mesmo, nao e invencao de hotel para turista. O almoco costuma ser a refeicao principal. O jantar e mais leve nas casas tradicionais, embora os restaurantes funcionem ate tarde.

Pao chega em toda mesa e o refil e de graca. Os pratinhos que vem antes do prato principal, chamados mezze, ja sao uma refeicao por si so: hummus, baba ghanoush, tabule, picles, tahine. Come tudo.

Kosher explicado sem complicacao

A maioria dos restaurantes judaicos em Israel e kosher, ou seja, segue as leis alimentares judaicas. Para quem esta visitando como cristao, a implicacao pratica e simples.

Restaurante kosher e ou so de carne, ou so de laticinios, nunca os dois juntos. Um restaurante de carnes serve frango, cordeiro, boi e peixe, mas nada com leite: sem manteiga no pao, sem molho de creme, sem queijo no frango. Um restaurante de laticinios serve tudo com queijo e creme, mas sem carne. Voce vai ver “laticinios” ou “fleishig” (carne, em iddiche) na placa ou na janela, ou o seu guia vai saber.

Porco nao aparece em restaurantes kosher. Frutos do mar tambem nao. Se quiser bacon ou um x-burguer com queijo e carne, va a um restaurante nao-kosher ou a um restaurante arabe.

O jeito mais facil de navegar isso: se voce ver o certificado mashgiach na janela (certificado de supervisao kosher), o restaurante segue essas regras. Restaurantes arabes, restaurantes nao-kosher (comuns em Tel Aviv) e restaurantes dentro de hoteis internacionais nao sao kosher e servem tudo.

Nada disso atrapalha a experiencia de comer em Israel. Os restaurantes de carne kosher sao muito bons. Os de laticinios tambem. So precisa saber o que e antes de entrar.

Jerusalem: onde comer

Prato de hummus e pastas em pao escuro com vegetais frescos e cafe, um tipico cafe da manha israelense

Jerusalem se resolve andando, e a fome tambem. Dito isso, alguns lugares especificos valem o esforco de achar.

Hummus. A discussao sobre o melhor hummus de Jerusalem e algo que os Jerusalemitas travam toda semana e nunca resolvem. O Abu Shukri, na Rua Al-Wad no Bairro Muculmano, e a resposta mais citada, e com razao. Abre as 8h, acaba no inicio da tarde, e serve hummus com grao-de-bico inteiro e azeite de um jeito que faz outros hummus parecerem sem ambicao. Um prato custa uns 35 shekels (cerca de R$ 50). So aceitam dinheiro. Se chegar depois das 13h, va para o Hummus Ben Sira, perto do bairro Nahalat Shiva, que funciona em horario mais amplo.

O souk do Bairro Muculmano. Entre o Portao de Damasco e a Igreja do Santo Sepulcro passa o mercado coberto principal do Bairro Muculmano. A parte da frente, perto do Portao de Damasco, vende frutas, especiarias e produtos do dia a dia para os moradores. Quanto mais voce vai fundo, mais o mercado e voltado para turista. Compre as especiarias perto da entrada, onde os precos sao para moradores: uma bolsa boa de za’atar sai por 20 a 30 shekels. A secao para turistas vende souvenirs de madeira de oliveira e keffiyehs, que valem comprar, mas nunca pelo primeiro preco que oferecerem.

Mercado Mahane Yehuda. Este e o mercado de comida de Jerusalem Ocidental, uns quinze minutos de taxi da Cidade Velha, e merece uma visita separada. O site do mercado lista os feirantes e eventos atuais, bom consultar antes de ir. Durante o dia e um mercado de verdade onde os moradores compram frutas, peixe, queijo e pao. Por volta das 18h de quinta e sexta-feira, as bancas que fecham para o Shabat viram bares no mesmo espaco. O mercado de noite, com mesas espalhadas pelos corredores e gente comendo falafel de pe ao lado de acougues fechando, e uma das melhores cenas de rua do pais.

Durante o dia: compre halva (um doce de pasta de gergelim, vendido em fatia) nas bancas de halva no centro do mercado. Compre rugelach em uma das padarias da rua principal, a Machane Yehuda Street. Beba suco de roma espremido na hora, que voce vai encontrar em varias bancas por uns 15 shekels. Coma um bourekas, um pastel crocante recheado de batata ou queijo, por uns 8 shekels. E como um pastelzinho de forno, mas muito mais crocante. O almoco aqui e facil: va ao restaurante de hummus palestino na borda do mercado, ou va a fila de qualquer uma das lanchonetes de shawarma que sempre saem porta afora.

Para um almoco mais caprichado perto do Mahane Yehuda, o restaurante Machneyuda, na Rua Beit Yaakov, e onde os chefs de Jerusalem vao comer. E um restaurante de carnes, animado, 100% israelense, com cardapio que muda todo dia conforme o que estava bom no mercado de manha. Conta uns 120 a 180 shekels por pessoa na comida, mais o vinho. Reserva e indispensavel.

No Bairro Judeu. O Bairro Judeu da Cidade Velha e tranquilo, principalmente residencial. Para um cafe, o Cafe Yotvata perto da Praca Hurva ja resolve. Para algo melhor, caminhe ate o Bairro Armenio vizinho, onde alguns cafezinhos menores servem cafe arabe com cardamomo, sem filtro, acompanhado de argolas de pao de gergelim chamadas ka’ak. Nao sao negocios para turistas, sao comercios de bairro com precos de bairro.

Cafe da manha em Jerusalem Oriental. Se a hospedagem for perto da Cidade Velha, saia pelo Portao de Damasco em qualquer manha e vire a esquerda entre os vendedores de rua. Tem homens vendendo ka’ak recem-assado em cestas planas na cabeca, servido com um papelzinho de za’atar e azeite para mergulhar. Custa uns 5 shekels e e um dos melhores cafes da manha da cidade. As lojas na Rua Salah al-Din tambem vendem ful medames (fava cozida no caldinho) e falafel desde cedo de manha.

Tel Aviv: outro mundo

Tel Aviv foi fundada em 1909 e e a parte secular, mediterranea, 24 horas de Israel que a maioria das caravanas pula. Se o roteiro incluir uma tarde ou noite livre em Tel Aviv, e o que fazer com ela.

Mercado Carmel. No centro da cidade, aberto de domingo a sexta, o Mercado Carmel (Rua HaCarmel) e o mercado diario de hortifruti e comida de rua. E barulhento, cheio e facil de caminhar. A rua principal vende produtos e utilidades do dia a dia. A secao coberta atras, o HaTikva Quarter Market, e mais tranquila e interessante: vendedores de especiarias, bancas de frutas secas e alguns dos melhores spots de falafel da cidade. Falafel aqui custa 15 a 20 shekels (R$ 20 a R$ 30) numa pita recheada com bolinhos de grao-de-bico fritos, picles, tahine e o que mais voce apontar. Come em pe. Nao tem mesa.

O falafel e como um bolinho frito de grao-de-bico. Para quem conhece acaraje, a textura e parecida, mas o tempero e diferente: cominho, coentro, alho. E leve, crocante por fora e macio por dentro.

Jaffa Antiga. Jaffa e a cidade portuaria antiga que existia varios milenios antes de Tel Aviv, hoje praticamente um bairro no sul da cidade. O porto antigo vale caminhar pelo visual da cidade ao fundo e pelo mercado de pulgas de sabado (o Shuk HaPishpeshim) que toma as ruas. O mercado vende moveis, roupas vintage, antiguidades e tralha na mesma proporcao. As ruas ao redor viraram um bairro de restaurantes na ultima decada. Para peixe, o Manta Ray na praia abaixo do porto e a resposta direta: peixe grelhado, mezze e o Mediterraneo na sua frente.

A praia. Tel Aviv tem doze quilometros de praia publica continua. Para um grupo de caravana que passou varios dias caminhando pelos lugares sagrados no calor, a praia numa tarde livre resolve varios problemas ao mesmo tempo. As areas principais sao a Praia Gordon e a Praia Frishman, acessiveis a pe em dez minutos da maioria dos hoteis centrais. Espreguicadeira e guarda-sol custam uns 50 shekels para alugar. A orla tem cafes e bares de suco o tempo todo.

Rua Sheinkin e o bairro Florentine. Para ter um gostinho do que e a vida cotidiana de Tel Aviv, caminhe pela Rua Sheinkin: cafes, livrarias, pequenos restaurantes e zero infraestrutura para turista. Florentine, o bairro ao sul do terminal central de onibus, e mais bruto nas bordas e tem o melhor street art da cidade, alem de comida mais barata. O cafe da manha no Cafe Levinsky 41 em Florentine e cafe com uma travessa de queijos balcanicos, azeitonas e pao fresco por uns 60 shekels.

A vida noturna, para quem quiser. A noite em Tel Aviv comeca tarde, ninguem sai antes das 23h, e vai ate de manha. As ruas principais de bar sao nas redondezas da Allenby e no complexo HaTachana (Estacao de Trem Antiga) em Jaffa. Os bares abrem a partir das 20h e a maioria nao cobra entrada antes da meia-noite. Para uma caravana, o mais relevante e que Tel Aviv numa sexta a noite, antes de encher, e simplesmente agradavel: ruas cheias de gente, restaurantes com mesas na calcada, a energia de uma cidade que leva o fim de semana a serio, mesmo que voce volte para o hotel as 22h.

A Galileia: comida nas beiradas

A Galileia e a regiao norte onde Jesus passou a maior parte do seu ministerio, e tambem de onde vem alguns dos pratos mais subestimados de Israel.

Tiberias e o Mar da Galileia. Vale a pena conhecer a historia e arqueologia dos lugares que voce vai visitar na Galileia antes de chegar, porque a regiao e densa em historia e as placas na beira da estrada mal arranhamo a superficie. Quanto aos restaurantes: os da orla de Tiberias vao de armadilhas turistas mediocres a restaurantes de peixe genuinamente bons. A distincao e facil: afaste-se duas quadras da orla principal. O Restaurante Aviv na Rua HaGalil serve peixe de Sao Pedro (tilapia, chamada amnon em hebraico) ha decadas. Nao e sofisticado, e correto. O peixe vem grelhado inteiro com azeite e ervas, com uma travessa de mezze que toma a mesa. Almoco para dois, com o mezze, fica uns 160 a 200 shekels.

O peixe de Sao Pedro aparece em todo cardapio de Tiberias e todo garcom vai garantir que foi esse o peixe que Jesus comeu. Pode ser. Mas tambem e um peixe gostoso independentemente da associacao biblica, e vale pedir.

O Mar da Galileia tem, em tamanho, mais ou menos a mesma extensao da Lagoa dos Patos no Rio Grande do Sul, so que com agua doce e agua salobra misturadas, cercado de colinas verdes. E muito diferente do que muita gente imagina ao ler os Evangelhos.

Vilas druzas. Os drusos sao uma minoria religiosa de lingua arabe em Israel, concentrada em vilas no Monte Carmelo e na Galileia. Sao conhecidos pela hospitalidade e pelo pao pita, que nas vilas druzas e feito fresco numa chapa convexa de ferro chamada saj. Se o roteiro passar perto de Daliyat al-Karmel ou Isfiya (ambas no Monte Carmelo, uns trinta minutos ao sul de Haifa), para e almoca em qualquer restaurante que anuncie comida drusa. Uma mesa de pita recem-feita, labane, azeite, za’atar, legumes assados e cordeiro grelhado sai uns 60 a 80 shekels por pessoa e e uma das melhores refeicoes que voce vai fazer no pais.

Nazare. Nazare passou por uma renovacao de restaurantes na ultima decada. Os restaurantes na Cidade Velha perto da area da Igreja da Anunciacao tendem a ser mais voltados para turistas. Para comer melhor, suba para as ruas residenciais acima do mercado antigo. O restaurante Diwan, um spot de cozinha caseira palestina na estrada principal da cidade antiga, serve pratos que as maes fazem para a familia: maqluba (arroz com frango e legumes virado de cabeca para baixo no prato), kibbeh e preparacoes sazonais de vegetais. Jantar para dois sai uns 120 a 150 shekels.

O mercado de Nazare, o souk que vai do Poco de Maria ate a cidade antiga, vende azeite, especiarias e doces. Compre kanafeh aqui: um pastel de queijo morno embebido em calda, cor de laranja, servido numa bandeja redonda de metal. Uma porcao custa uns 20 shekels e e melhor comer ali mesmo no balcao, na hora. Pensa num pastel de leite mas com calda de flor de laranjeira, crocante por cima. Brasileiro ama.

O Shabat na pratica

O Shabat comeca ao por do sol de sexta-feira e termina no sabado a noite quando tres estrelas ficam visiveis. Entender esse ritmo evita muita confusao logistica.

Em Jerusalem e nos bairros mais religiosos do pais, os estabelecimentos judaicos fecham na sexta a tarde, geralmente entre 14h e o por do sol (que varia, mas fica em torno de 16h30 no inverno e 20h no verao). Ficam fechados ate o sabado a noite. Isso inclui supermercados, muitos restaurantes e os onibus publicos. O VLT de Jerusalem nao funciona no Shabat.

Em Tel Aviv, o Shabat e quase imperceptivel. A cidade e majoritariamente secular, restaurantes e bares ficam abertos, e o Shabat la e mais sobre as ruas ficarem mais calmas na manha de sexta do que sobre restricoes.

Em cidades mistas como Haifa e Akko (Acre), o efeito e parcial.

Comercios arabes e de cristaos nao observam o Shabat e ficam abertos no sabado. As lojas do Bairro Muculmano, Bairro Cristao e Bairro Armenio na Cidade Velha abrem no sabado. Restaurantes arabes tambem.

Para uma caravana, o conselho pratico: compre lanches, agua e o que precisar no supermercado antes da tarde de sexta. Resolva qualquer transporte necessario antes do Shabat. Se a hospedagem for em Jerusalem e quiser jantar na sexta a noite, pergunte ao guia quais restaurantes perto do hotel ficam abertos, ou planeje comer no proprio hotel. A maioria dos hoteis funciona normalmente durante o Shabat e serve jantar.

O jantar de Shabat em muitos hoteis de Jerusalem vale a experiencia. Na sexta a noite, os saloes de jantar dos hoteis montam mesa de Shabat de verdade, com velas e challah (o pao trancado do Shabat). Hospedes nao judaicos sao bem-vindos e a refeicao costuma ser a melhor que o hotel serve na semana toda.

O que fazer e o que nao fazer

Nos lugares sagrados. Ombros e joelhos cobertos para entrar em igrejas, mesquitas e sinagogas. A maioria dos lugares tem panos para emprestar se voce esquecer, mas um lenco leve no bolso da fundo para isso. Nas sinagogas, homens usam kipa (touca); tem uma disponivel na entrada. No Muro das Lamentacoes, homens e mulheres entram por secoes separadas. A divisoria entre eles (mechitza) e permanente, nao e uma divisao provisoria.

Com os moradores. Israelenses sao diretos. Uma pergunta recebe uma resposta direta, muitas vezes com mais informacao do que voce pediu, as vezes com uma contrapergunta. Isso nao e grosseria, e o jeito local de se comunicar. Um israelense que te diz que o restaurante que voce escolheu nao e o melhor esta tentando te ajudar. Receba assim.

Nos bairros arabes. A mesma diretidade vale nas comunidades arabes, com o acrescimo de costumes de hospitalidade mais formais. Se alguem te convidar para um cafe ou cha, aceitar e a resposta certa. Recusar uma hospitalidade pede explicacao. Quando entrar numa casa ou numa loja tradicional, cumprimentar o dono antes de olhar as mercadorias e o protocolo esperado.

Fotos. Da para fotografar a maioria dos mercados ao ar livre, ruas e arquitetura sem problema. Nao fotografe soldados nem instalacoes militares. Em lugares sagrados, confira as placas: a Igreja do Santo Sepulcro tem secoes onde fotografia nao e permitida. No Muro das Lamentacoes, fotografia e proibida no Shabat. Em bairros judaicos religiosos, evite fotografar pessoas que aparentem ser Haredi (ultra-ortodoxos) sem permissao; muitos tem objecao religiosa.

Roupas na Cisjordania. Se o roteiro incluir Belem (o que exige passar para a Autoridade Palestina), use roupas discretas, porte-se com cortesia de turista e siga as instrucoes do guia sobre onde ir por conta propria. A Igreja da Natividade fica dentro da Autoridade Palestina e essa travessia faz parte de muitas caravanas. Com um tour organizado e tranquilo, nada com que se preocupar.

Gorjeta

Gorjeta de 12 a 15% e esperada em restaurantes com atendimento de mesa. Alguns ja adicionam a taxa de servico automaticamente, entao confira a conta antes de colocar mais. Se a taxa ja estiver inclusa, nao precisa adicionar, mas deixar uma gorjetinha em dinheiro para um servico atencioso e bem-vindo.

Guia turistico: 50 a 70 shekels por pessoa por dia e o padrao local. Motorista de onibus: 20 a 30 shekels por pessoa para o trajeto todo. Governanta do hotel: 10 a 20 shekels por dia, deixados no travesseiro. Motorista de taxi: arredondar para os dez shekels seguintes ja basta.

Nao gorjeta em mercados, balcoes de falafel ou qualquer atendimento de balcao. O preco e o preco.

O que vale comprar

Artigos ornamentais e souvenirs coloridos expostos em uma loja do souk da Cidade Velha de Jerusalem

A economia de souvenirs para turista gira em torno de madeira de oliveira, produtos do Mar Morto e ceramica armenia. Dois desses tres valem a pena. Se voce quiser entender o orcamento completo da viagem, tem um guia com quanto custa uma caravana para Israel com os numeros reais, incluindo o que vai gastar alem dos souvenirs.

Madeira de oliveira. Belem e o centro da producao de esculturas em madeira de oliveira da regiao. Cruzes, presepios e figurinhas pequenas sao os itens padrao. A qualidade varia muito: sinta o acabamento e veja se as juntas das figurinhas estao bem feitas. As lojas de souvenir na saida da Igreja da Natividade nao tem os melhores precos. As oficinas mais para dentro de Belem, especialmente na Rua Paulo VI, e onde os entalhadores trabalham de verdade e os precos sao menores. Um presepio pequeno sai de 100 a 200 shekels dependendo do tamanho; uma cruz simples, de 30 a 60 shekels.

Produtos do Mar Morto. Sais minerais, mascaras de argila e locoes do Mar Morto sao vendidos em todo lugar. Os melhores precos estao nas lojas Ahava (marca israelense com produtos genuinos do Mar Morto) em vez das lojas de presentes aleatorias que abusam das margens. A Ahava tem lojas no Aeroporto Ben Gurion se voce ficar sem tempo. Uma mascara de argila de qualidade custa uns 80 shekels; sais de banho, de 40 a 60 shekels para um pacote grande.

Ceramica armenia. O Bairro Armenio da Cidade Velha tem varios atelies de familia que produzem azulejos, pratos e tigelas pintados a mao em padrao azul e branco. A oficina da familia Balian e a loja Karakashian ficam na Rua do Patriarcado Ortodoxo Armenio. Nao sao produzidas em serie: cada peca e pintada a mao por um membro de uma familia que trabalha em Jerusalem ha geracoes. Espere pagar de 150 a 400 shekels por peca dependendo do tamanho, e vale.

Pule. Qualquer coisa com “Terra Santa” impresso numa embalagem generica e geralmente produzida em massa e cara demais. Keffiyehs industriais, embora nao seja nenhum erro comprar, sao fabricados na China. Se quiser uma keffiyeh de verdade, compre de um vendedor palestino que vende tecido feito localmente. Pergunte de onde vem.

Especiarias. O melhor souvenir que cabe na mala de mao e especiaria. Za’atar, sumac, petalas de rosa secas e baharat (um blend para todo uso) do Mercado Mahane Yehuda ou do souk da Cidade Velha saem de 20 a 40 shekels para um saco grande e duram seis meses na sua cozinha. E tambem uma coisa que ninguem em casa ja comprou pra voce.

Datas e eventos que valem saber

O calendario de Israel mistura feriados judaicos, observancias muculmanas, festas cristas e celebracoes civicas. Algumas afetam bastante o que esta aberto e como as cidades ficam.

Pessach (marco ou abril). Na semana de Pessach, as familias judaicas de Israel comem matza em vez de pao normal, e muitos restaurantes trocam o cardapio. Pao fermentado some dos restaurantes e supermercados judaicos. Os hoteis gerenciam isso com secoes separadas no buffet. Se pao e importante para o grupo, padarias e restaurantes arabes continuam normalmente.

Semana Santa e Pascoa. Em Jerusalem, a Semana Santa e o Domingo de Pascoa trazem dezenas de milhares de peregrinos cristaos do mundo inteiro para a Cidade Velha. A Igreja do Santo Sepulcro no Domingo de Pascoa e uma experiencia dificil de descrever e impossivel de navegar sem preparacao. O movimento e enorme, o ritual e antigo e cheio de camadas, e as procissoes representam tradicoes da Igreja Ortodoxa Grega, Etiope, Catolica e Armenia ao mesmo tempo. Se a Pascoa for a data alvo, a logistica do roteiro exige planejamento com muito mais antecedencia. O guia completo para organizar uma caravana para Israel cobre toda a logistica de grupo em detalhe, inclusive com quanto tempo de antecedencia reservar nos feriados de maior movimento.

Rosh Hashanat e Yom Kipur (setembro ou outubro). O Yom Kipur e o dia mais observado do calendario judaico. O pais inteiro para: sem carros nas ruas (mesmo em cidades seculares, a maioria das pessoas respeita), quase todos os comercios fechados, e um silencio especifico desce sobre as areas urbanas. Vivenciar o Yom Kipur em Jerusalem vale ser vivido de proposito. As ruas se enchem de pedestres e ciclistas porque nao ha carros; as familias caminham para a sinagoga; a cidade soa completamente diferente.

Natal em Belem. A Missa do Galo na Igreja da Natividade em 24 e 25 de dezembro e um evento real, nao uma recreacao para turista. Familias cristas palestinas, peregrinos internacionais e clerigos de varias denominacoes enchem a Praca da Manjedoura. A Missa Franciscana a meia-noite dentro da Igreja e com ingressos (pela Custodia Franciscana da Terra Santa) e a presenca exige planejamento meses antes.

Israel alem dos roteiros

Se sobrar tempo entre as paradas programadas, algumas experiencias dao um retrato mais real da vida israelense diaria do que a maioria dos roteiros inclui.

Fazer compras em um supermercado como o Shufersal ou o Rami Levy e surpreendentemente interessante: a secao de frutas e legumes por si so ja diz muito sobre o que os israelenses comem e cultivam. No congelado, tem base de shakshuka ja pronta, burekas pre-assados e hummus em toda configuracao imaginavel. Uma volta no supermercado leva vinte minutos e nao custa nada.

Qualquer cafe israelense de manha funciona como escritorio. As pessoas chegam com notebook, pedem um cafe expresso e um croissant e ficam duas horas. O cafe e bom, a cultura e familiar, e sentar trinta minutos com um cafe hafuch (o “cafe invertido” israelense, parecido com cappuccino) no meio de um roteiro cheio e util. O cafe hafuch e basicamente um cappuccino onde o leite vem primeiro e o expresso depois, entao o leite e mais frio do que num cappuccino normal. Vale pedir.

O bairro Carmel em Haifa tem algumas das melhores vistas sobre a baia e o porto. E tambem onde fica o centro mundial Baha’i, cujos jardins em terracos descem do Monte Carmelo ate o mar. Os jardins sao de graca, visualmente fora do comum e abertos para todos. Aparecem em poucos roteiros de caravana crista, apesar de ficarem direto no caminho entre Tel Aviv e a Galileia.



O quiz abaixo leva uns tres minutos e da o que precisamos para montar um roteiro especifico para o seu grupo, incluindo as paradas de comida. Preenche e a gente entra em contato por telefone.

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Perguntas Frequentes

O que comer em Israel numa caravana evangelica?
Comece pelo hummus e falafel de um restaurante de verdade, nao de uma barraquinha para turista. No cafe da manha, peca shakshuka, que sao ovos mexidos num molho de tomate apimentado. No almoco, shawarma ou sabich. No jantar, um mezze completo com varios pratinhos. No Mercado Mahane Yehuda em Jerusalem, prova o halva, o suco de roma espremido na hora e o rugelach.
O que e kosher e isso complica a viagem?
Kosher sao as leis alimentares judaicas. Na pratica, a maioria dos restaurantes judaicos serve so carne ou so laticinios, nunca os dois juntos. Nao tem porco nem frutos do mar nesses lugares. Restaurantes arabes e nao-kosher nao tem essas restricoes e servem tudo. Nao atrapalha em nada a experiencia dos visitantes cristaos, so precisa entender como funciona.
O que e Shabat e o que fecha em Israel?
O Shabat vai do por do sol de sexta-feira ate o anoitecer de sabado. Em Jerusalem e nos bairros religiosos, a maioria dos estabelecimentos judaicos fecha na sexta a tarde e reabre so no sabado a noite. Supermercados, muitos restaurantes e onibus publicos param. Em Tel Aviv, o Shabat e quase imperceptivel, os restaurantes ficam abertos. Comercios arabes na Cidade Velha abrem normalmente no sabado.
E seguro caminhar sozinho pela Cidade Velha de Jerusalem?
Sim. O Bairro Muculmano, o Bairro Cristao, o Bairro Judeu e o Bairro Armenio sao todos tranquilos e bem movimentados. Fique nas ruas cobertas principais e voce nao se perde. A precaucao basica e cuidar da bolsa em lugares lotados. Ir em grupo ja resolve bastante.
Como funciona a gorjeta em Israel?
Em restaurantes com atendimento, gorjeta de 12 a 15% e esperada. Muitos ja adicionam a taxa de servico automaticamente, entao confere a conta antes. Guia turistico: 50 a 70 shekels por pessoa por dia. Governanta do hotel: 10 a 20 shekels por dia. Em barraquinhas de mercado e falafel de balcao, nao precisa gorjeta.
Qual a melhor epoca do ano para visitar Israel numa caravana?
De outubro a inicio de dezembro e de final de fevereiro a abril sao as melhores janelas. Clima agradavel, menos lotado (fora da Semana Santa e dos feriados judaicos) e precos melhores. O verao, de junho a agosto, e muito quente em Jerusalem e no Vale do Jordao. Dezembro e fresco e tem menos turistas que a primavera.

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